sábado, 21 de abril de 2012

Zé do MST dá entrevista e condena pesquisadores que publicam ou que "preenchem o Lattes". Meu deus... e esse cara fala sério, ele acredita nisso!


Vejam aqui a entrevista para a Secom-baba-ovo na íntegra:
http://www.unb.br/noticias/unbagencia/unbagencia.php?id=6481

Um reitor que menospreza a ciência estabelecida (que é aquela publicável em revista acadêmicas conceituadas) é a coisa mais desprezível que se pode ter numa universidade.

Zé, chega de falar besteira! Volte para o seu grupelho do MST!

44 comentários:

Anônimo disse...

Alguém pode traduzir o que o Zé quis dizer?

Frederico Flósculo Barreto disse...

A posição do Reitor é perfeitamente compreensível. O atual modelo de "produção científica" não é satisfatório para as Ciências Humanas e, sobretudo, para as Artes. Ainda assim, há como ter medidas das produções, embora TOTALMENTE diferentes do modelo atual, que não é qualitativo, mas é quantitativo. Quanto a isso, apesar de parecer irrelevante, a posição do Reitor não é apenas dele, mas é compartilhada, num ponto essencial, por muitos universitário, entre os quais me incluo: o modelo de excelência científica é capenga, quantitativista, e de fácil busrla na "sociedade dos pares".

Anônimo disse...

Muito triste a avaliacao dele sobre a plataforma lattes e periodicos cientificos. Chega a ser irresponsavel considerando o lugar de fala dele.

Anônimo disse...

Marcelo

Roubaram tres computadores no instituto de química na quinta feira, uma bem em baixo da nova camera "instalada" no estacionamento. Quando buscaram as filmagens avisaram que a ela nao estava instalada, apesar do poste e toda estrutura estar presente.

Anônimo disse...

Abaixo o curriculo lattes ja! Viva a proposta do ze e do outro docenteclo! Pra que publicar, vamos expressar nosso conhecimento por outros meios. Aff...que delirio essa fala desse reitor e desse professor da arquitetura. Em que planeta vivem?

Anônimo disse...

Nem o Google Translator conseguiu traduzir do Zegeraldês para o Portugues, que todos nós falamos. Parece que são muito poucos os que falam e entendem aquele idioma estranho e exótico.
Um exemplo: "...mas não pode se conter num mecanismo de adequação."
O Google Translator respondeu: ????? o que??
Que coisa lamentável!

Anônimo disse...

MHL
Por que você não cria o troféu "BullSHITTER" para premiar algumas figuras que falam muita besteira? Claro, para essa primeira versão o prêmio vai para.. JG, o maior BullShitter de todos os tempos.Esse não tem concorrentes.

Pense em outros troféus e faça votação pela Internet.

Anônimo disse...

Por que essa turma que critica o lattes tem os lattes tao parecidos?

Anônimo disse...

Acho que ele está correto.
Ele não menosprezou as publicações em revistas científicas ou o Lattes, só se mostrou contra a produção da Ciência para este fim, que acaba interferindo negativamente na própria produção. A publicação não deve ser uma meta, mas sim uma consequência de um trabalho bem feito.
O pensamento não deve ser dirigido para um padrão competitivo de produção, a Universidade não pode ter por finalidade conquistar determinados pontos que muitas vezes não correspondem aos anseios da sua própria comunidade acadêmica e que não são contextualizados com a sua realidade. Ou ainda, pontos que não dizem nada. Afinal, o que são esses rankings? A realidade universitária, todos nós sabemos, é outra coisa que não se mede em ranking algum.

Anônimo disse...

tô na área
Mais um anônimo que se veste de prenda para não enfrentar o tranco.
Tá com medinho,19:20,pede para sair.
Em tempo: vá estudando para concurso público se não tiver um paitrocínio.
fui...

Anônimo disse...

Magnífico reitor:





¿Por qué no te callas?

Anônimo disse...

Qual é a realidade universitária ? Nos paises que produzem conhecimento e como consequencia dominam os meios de produção deve ser uma. Nos paises periféricos e que compram conhecimento deve ser outro ? Uma outra pergunta que deve ser respondida pela comunidade científica (não necessariamente pela comunidade universitária) é de que lado a gente quer ficar ! Como na comunidade universitária reina o espírito de vira lata, deve-se escolher a dos que compram conhecimento pronto.....

Anônimo disse...

Pelo que comentou o professor Flósculo, nós de outras áreas deveriamos migrar para outras instituições (tipo centros de pesquisas) voltadas para os modelos produtivistas de adequação globalizada e deixar as Ciências Humanas e Artes sozinhas nas Universidades. Assim, não os incomodariamos a pureza do pensamento Humanistas (e nem seriamos incomodados por eles)

Pedro P. Palazzo disse...

O Magnífico Zé poderia então me poupar de preencher as tabelas de pontuação produtivista para progressão funcional?

Um problema pertinente é que o modelo de produtivismo absoluto não é transdisciplinar. Em um ano 10 pesquisadores de um laboratório de humanas, fazendo 2 pesquisas cada um, podem produzir cada um 2 artigos, para um total de 20 artigos. No mesmo ano 10 pesquisadores de um laboratório de ciências naturais farão 2 pesquisas, mas graças à técnica do "salami slicing" transformarão cada uma em 4 artigos. Os 10 pesquisadores assinarão juntos cada um dos 8 artigos, resultando em 80 publicações anuais contra 2 dos humanistas. Posso estar exagerando os números mas é mais ou menos isso que acontece.

Não quero com isso desmerecer o trabalho dos cientistas naturais, apenas apontar que não dá para comparar a produtividade bruta de gente que mexe com experimentos e pode facilmente fragmentar seus resultados em vários artigos, e o trabalho de outros que só se torna publicável quanto atinge um nível de síntese.

Anônimo disse...

Retirado da entrevista:
"que tinha entre seus subescritores alguns dos intelectuais que depois participariam do projeto da UnB, como Anísio Teixeira, Hermes Lima. A Universidade de Brasília traz como síntese de seu projeto a enunciação de duas lealdades..."

HERMES LIMA TAVA LÁ. risos.

Anônimo disse...

sou contra o modelo produtivista, apesar de ter muitos artigos. Publico porque gosto de comunicar e dicutir o que achei na natureza. Acho um fator de impacto um veneno.

Anônimo disse...

Caro Pedro,

É por isso que quando se mede produtividade sempre se leva em conta a produção da área. Assim, quem reclama da produtividade tá intrinsicamente reclamando dos seus pares. Na minha área a produtividade é relativamente baixa - Se eu conseguir publicar 1,5 artigo por ano em revista qualis A1 ou A2 eu estou na média. É fácil fazer isso ? Não, não é, mas os melhores da minha área tem que produzir pelo menos isso. Quando o Marcelo fala que tem um monte de citações, eu espero que a quantidade que ele comenta seja superior a média da área - Se não for ele pode ser considerando fraquinho.....
Assim, essas reclamações não são razoáveis. Muitos prof. querem participar de pós-graduações, mas não querem produzir. É essa a regra, quem não quiser, pode dar aula na graduação que será uma ótima contribuição também, mas o tempo que gastaria produzindo artigos e orientando tem que ser gasto em sala de aula.

Ciência Brasil disse...

hahaha
aquele é outro Hermes Lima, foi 1o ministro do Brasil na época do Jango.. rsrsrs

Anônimo disse...

Estou de acordo. Se lattes e publicações não servem, então deixe de pedir essas comprovações na progressão funcional e nas seleções do PROIC.

Anônimo disse...

Oq esperar de um cara que é "pesquisador" do direito achado no lixo?

Anônimo disse...

Alguem sabe dizer como sao os lattes dos candidatos a presidencia Adunb? O nosso futuro lider na adunb o que sera que pensa sobre isso de lattes e de publicacoes?

Anônimo disse...

Quem critica o curriculo lattes e as publicacoes em periodicos nao tem nenhuma proposta alternativa. Criticar por criticar isso costuma ser facil. O dificil seria propor um outro instrumento que mensure e crie criterios razoaveis. Isso de que os campos sao diferentes tambem ja ficou claro. Basta olhar o que no sistema qualis um periodico A1 para a Medicina 2 e o que e um peridico A1 para a Administracao. Os campos ja estao criando suas fronteiras e de olho nas particularidades. Portanto, nada a ver essa critica do inicio dos anos 2000. Hoje o lattes ja esta consolidado. Isso esta consumado e o sistema qualis tambem. E para quem discordar, basta propor outro modelo que nao seja baseado na subjetividade e criterios politicos de ocasiao.

Anônimo disse...

Um reitor que não sabe o que é pesquisa.
Vcs da UnB mercem...kkk

Prof. do IQ USP

Anônimo disse...

E por falar em curriculos lattes alguem poderia explicar como pode o reitor ter obtido o doutorado em 2008 e ja ser adjunto 4? Olhem la no lattes dele. Como isso pode ser possivel?

Anônimo disse...

O reitor nao esta como adjunto 4. No lattes dele ta dito que ele ja foi promovido a "associado 1". Para entender isso existe um ditado popular: manda quem pode e obdece quem tem juizo. O cara foi doutor em 2008 mas ja esta em associado 1. Duvido que outro mortal da unb em tao pouco tempo de doutor chegaria a casta dos associados. Por isso dou razao a denise imbroisi que deixou o DEG depois da comissao negar a progressao dela para a categoria de associada.

Anônimo disse...

Anônimo das 18:07: pra mim isso não é o pior... O que pra mim é mais impressionante é o fato do zé do mst ter obtido seu doutorado somente em 2008, mas desde de 1997 orientar mestrandos... Isso sim nem Freud explica...

Anônimo disse...

Parece que as regras de progressao funcional para quem ocupa os cargosde reitor ou decanos nao como as regrasque valem para outros docentes. O sistema de pontuacao nao sera o mesmo. Entao esta correto, sim e o reitor pode ser associado. Nao ha nada de errado nisso.

Anônimo disse...

O anônimo das 19:24 tem toda a razão. O reitor já era adjunto IV em 2008 e portanto a progressão para Associado é possível sim. O que é de impressionar é que em 2008 o mestre JG já era adjunto IV sem ter doutorado, já orientava teses sem ter doutorado e, o mais grave, era bolsista 1 do CNPq SEM TER DOUTORADO. Vocês podem perguntar: tem algo muito errado nisso? Eu respondo: sim tem algo muito errado nisso - é só ir ver quem estava no comitê do CNPq quando ele ganhou a bolsa estranhamente.

Tanto é verdade que logo depois que assumiu a reitoria, o JG solicitou ao CNPq que sua bolsa fosse cancelada pois não queria levantar suspeitas sobre como aquela bolsa tinha sido concedida a um mestre, sem produção. Tem mutreta ai?? (melhor não responder) É só investigar com calma.

E tanta gente de valor lutando por uma bolsa do CNPq... O fato do JG ser Associado não tem mutreta não.

Anônimo disse...

Acho que o que o 00:49 merece uma manifestação e uma investigação MUITO SÉRIA.

Bom demais para passar desapercebido. Que bomba!!! Vamos protestar!!!!!!!

Anônimo disse...

Tô achando que antes de terminar a gestão o Zé ou será Associado 4 ou será Titular. Quem duvida? O cara é genial consegue progressões funcionais meteóricas em curtos espaços de tempo e bolsa produtividade sem se preocupar com o lattes e nem publicar em bons periódicos.

Anônimo disse...

O Zé do MST já foi produtividade 1????

O cara não publica um artigo de 2009 (segundo o próprio lattes dele) e já foi produtividade 1? Inacreditável...

Anônimo disse...

Fala sério, galera, isso do Zé ser produtividade 1 do cnpq é lenda urbana. Surreal. Os critérios são bem restritos para conseguir essas bolsas de produtividade e em geral os avaliadores são bem sérios.

Anônimo disse...

"em geral os avaliadores são bem sérios."

Exoste isso nesse país?

Anônimo disse...

No cnpq costumam ser serios porque como a quantidade de bolsas é pequena e tem muitos candidatos de excelencia academica as escolhas politicas seriam, consequentemente, contestadas.

Anônimo disse...

Realmente sempre bom saber que existe ou gente que acredita no sistema ou que participa dele:

"No cnpq costumam ser serios porque como a quantidade de bolsas é pequena e tem muitos candidatos de excelencia academica as escolhas politicas seriam, consequentemente, contestadas."

Hahaha... o mesmo CNPq que aprova bolsas de fraudadores e nunca os pune... Que deu nivel 1 para o mestre Ze Reitor! meu amigo, realmente, ou vc esta muito longe do CNPq ou muito perto para soltar uma dessas...

Anônimo disse...

Companheiros, o Zé ganhou bolsa produtividade e foi promovido a associado 1 porque saiu como destaque de escola de samba. Querem avançar na carreira... então procurem uma escola de samba.kkkkk. Voces sao muito tradicionais, isso de paper e publicações é passado. Existem outras formas de produzir conhecimento. Conhecimento e arte.

Anônimo disse...

Lattes é igual facebook com a diferença de ter uma roupagem academica. Tem pesquisadores que entram todos os dias para um momento de contemplação narcisista e depois, claro, dão uma olhada no lattes dos outros. Algo como: "LATTES, LATTES MEU, EXISTE ALGUEM MELHOR DO QUE EU"

Anônimo disse...

Um reitor de universidade federal que questiona o lattes como instrumento da comunidade científica brasileira. Caramba, isso eu nunca tinha visto!

Anônimo disse...

Tá explicado porque o cara critica o lattes e os periódicos. Esse é um mundo no qual ele é secundário. O que tenho observado é que os que usam o jargão do 'produtivismo' não costumam publicar nada, nem capítulo de livro ou resumo de congresso. Atacam para se defender.

Anônimo disse...

Errado, eu publico cerca de 8 artigos por ano e sou plenamente contra publicar qq bosta = produtivismo. É perfeitamente possível publicar bons resultados e com frequência, cada assunto tem seu ritmo.

Produtivismo leva a degradação do sistema científico.

Anônimo disse...

Dicordo. Esse termo 'produtivismo', então, é muito impreciso. As vezes se critica caras que publicam 8 bons artigos por ano e não só aqueles que publicam qq coisa. Todos são colocados no mesmo saco. O próprio campo é capaz de selecionar o que presta e o que não presta. Esse argumento é furado para defender a suposta ameaça de degradação do sistema cientifico.

Anônimo disse...

"O próprio campo é capaz de selecionar o que presta e o que não presta."

Hoje em dia eu acho que nao. Existem muitas e muitas revistas, e a principal meta das universidades é de se bater numero de artigos. É possível publicar em revistas razoáveis escrevendo porcaria (e se o cara for muito ousado e bom escritor, mentiras em revistas de alto impacto). Como consequencia, criam-se nichos onde um camarada acumula uns 100 artigos ruins e é admirado por aqueles do mesmo nicho de critério de qualidade.

Tomo como exemplo qualquer dos membros eméritos das sociedades brasileiras, que acumulam mais de uma centena de artigos fracos, feitos por alunos de IC e colegas de departamento, e nao raro estes sao os pesquisadores 1A do nosso sistema.

Este é o produtivismo de que falo. Acumular artigos, de favor, ou feitos de qualquer jeito, ou fraudados, para se ganhar prestígio rápido. E o sistema nao seleciona isto. Pelo menos nao o nosso sistema.

Anônimo disse...

Então o problema está no sistema de comunicação científica ou na desonestidade dos pares/avaliadores que se pautam em criterios subjetivos? As vezes percebo critica ao sistema, mas o problema está nos recursos humanos envolvidos no sistema. O sistema, em si, é bem elaborado mas acaba sendo comprometido por aqueles que ocupam o espaço de avaliação. Qual seria a alternativa? Talvez as agencias de fomento deveriam contar com forte participação de pesquisadores fora do Brasil na função de avaliadores? Tenho dúvidas se mesmo os avaliadores de fora do Brasil não seriam influenciados ao avaliarem o 'pedido' de um cara que ocupa o cargo de reitor de universidade federal brasileira.

Anônimo disse...

Acho que ajuda premiar cooperativas ao invés de indivíduos, e a incentivar colocar no CV apenas os artigos mais recentes ou relevantes, e analisar o CV do grupo, e nunca de um chefe.
Vale uma desconfiança em cima de artigos com muitos nomes, CVs com muitos artigos sem primeira autoria, e séries de artigos semelhantes. Poderiam estabelecer um teto de quantos financiamentos um grupo pode ter.

A única forma de se avaliar um cientista com segurança é lendo vários artigos dele e sabendo sobre a área.

Acho que a abolição de fator de impacto e fator H e prêmio Nobel e número de artigos, todas medidas concentradoras focadas no indivíduo e não no grupo, é emergente. Porém está profundamente enraizada na cultura ocidental a valorização do indivíduo. Isto convida o corrupto.

A corrupção se baseia no interesse individual, egoísta. Quando se premia e financia um coletivo, evita-se a corrupção direta. Acho isso muito lógico.

O que acham?